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Autor Tópico: Júlio César  (Lida 31039 vezes)

XibinhaSLB

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Re: Júlio César (Flamengo [Brasil])
« Responder #900 em: 07 de Março de 2018, 23:37 »
JÚLIO CÉSAR: «POR PROBLEMAS INTERNOS, PERDI A MOTIVAÇÃO E PREFERI RESCINDIR»


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Violência no Rio de Janeiro preocupa o guarda-redes, que assinou por três meses com o Flamengo. Júlio César, antigo guarda-redes do Benfica, assinou um contrato de três meses com o Flamengo, findo o qual pretende regressar a Lisboa. O jogador conta numa entrevista à Gazzetta dello Sport que vai pendurar definitivamente as chuteiras e que o regresso à capital portuguesa será inevitável, por uma questão de segurança.

"Em janeiro, na minha apresentação no Flamengo, disse que seriam somente três meses. E confirmo", garantiu o guarda-redes, que ainda não se estreou.

E depois desses três meses, Júlio César só pensa em regressar a Portugal. "Já decidi, vou morar com a minha família em Lisboa. Por problemas internos, que deixei de lado, perdi minha motivação e preferi rescindir o contrato (com o Benfica). Mas por causa da situação que se vive no Brasil, especialmente no Rio, é melhor a Europa. Aqui, a violência e a desigualdade social comprometem a segurança. Tudo isto faz com que se viva melhor na Europa. Lisboa é uma cidade muito parecida com o Rio: boa comida, clima agradável, sol."

Quem vai ficar certamente agradado com a decisão é a sua mulher, Susana Werner, que na altura da mudança para o Brasil chorou de tristeza...

Recebido quase em ombros quando foi apresentado no Flamengo (já tinha vestido a camisola do clube entre 1997 e 2005), Júlio César diz ter encontrado um "clube completamente diferente". "Hoje existem mais campos, mas facilidades para médicos e fisioterapeutas. No meu tempo as condições de trabalho eram muito diferentes... Encontrei o técnico da Carpergiani, com quem trabalhei em 2000, e também o Juan e o Diego. Mesmo que eu não jogue, vale a pena", referiu o jogador.

http://www.record.pt/internacional/paises/brasil/detalhe/julio-cesar-ja-decidi-vou-morar-com-a-minha-familia-em-lisboa.html

Nazgul

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Re: Júlio César (Flamengo [Brasil])
« Responder #901 em: 08 de Março de 2018, 16:31 »
Maravilha, com problemas nos grs ele queria ir embora e então pagamos para ele sair. Boa gestão.

"Um dos paradoxos dolorosos do nosso tempo reside no facto de serem os estúpidos os que têm a certeza, enquanto os que possuem imaginação e inteligência se debatem em dúvidas e indecisões."

XibinhaSLB

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Re: Júlio César (Flamengo [Brasil])
« Responder #902 em: 19 de Abril de 2018, 00:14 »
JÚLIO CÉSAR RECORDA MENSAGEM DE MOURINHO: «COM UM BRAÇO DEFENDES MAIS DO QUE O CASILLAS»


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Brasileiro foi receber prémio com camisola do espanhol e o português... não gostou. Entrevistado esta quarta-feira pelo programa Seleção Sportv, do canal brasileiro Sportv, Júlio César aproveitou para recordar a convivência com José Mourinho e fez uma revelação curiosa, a propósito do dia em que o guarda-redes brasileiro, após ter sido escolhido como melhor guardião da Taça das Confederações de 2013.

Na altura, na hora de subir ao palco para receber o troféu, o ex-guardião do Benfica levou vestida a camisola de Casillas, "numa homenagem para o espanhol por tudo que fez". José Mourinho viu e... não gostou.

"Quando cheguei ao balneário, vejo uma mensagem do Mourinho no meu telemóvel, ele que estava com problemas com o Casillas no Real Madrid. (...) A mensagem era a seguinte: 'tu tás maluco. O gajo é que tem que vestir tua camisola e não tu a dele'. E disse-me ainda que eu com um braço defendia mais do que o Casillas", relembrou o guardião, que nessa ocasião deixou um conselho a Casillas.

"Ele [Casillas] foi ao balneário falar comigo e disse-lhe para ter cabeça, que o Mourinho é difícil, mas que ele deveria enfrentá-lo. Para mim, o Mourinho gosta de bater de frente com os jogadores que são considerados estrelas nas equipas que dirige", disse.

Guarda-redes de Serie C e a camisola... amarela

Júlio César lembrou outros episódios com o português, que considera ser um "técnico muito exigente". "Procura espremer o jogador ao máximo e se não fores forte, vais do céu ao inferno rapidamente. O meu primeiro ano foi ótimo, sensacional. Já o segundo foi mais complicado e confesso que entrava em algumas partidas com medo de errar. Aí pensei: ou o enfrento ou ele acabará comigo. Aí ele virou-se para mim num treino e disse-me 'és o melhor guarda-redes do mundo, mas hoje és um guarda-redes de Série C'. Tudo devido a uma falha que tinha tido numa partida diante da Fiorentina. Mas ele fazia isso para fazer com que o jogador se motivasse ainda mais. Uns aceitam outros não", explicou. Houve também uma situação caricata a envolver uma camisola... amarela. "Houve uma altura em que ele queria que eu atuasse com uma camisola amarela, que não fazia parte das cores dos guarda-redes na temporada - que eram branco, preto e cinzo. Deu-me uma camisola amarela, que era a de treino, e eu disse que não jogaria de amarelo. Ele gozou comigo de todas as formas e disse-me que estava era com medo da bola. Resumindo... joguei mesmo de amarelo", recordou.

http://www.record.pt/internacional/paises/brasil/detalhe/julio-cesar-recorda-mensagem-de-mourinho-com-um-braco-defendes-mais-do-que-o-casillas.html

XibinhaSLB

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Re: Júlio César (Flamengo [Brasil])
« Responder #903 em: 20 de Abril de 2018, 23:45 »
JÚLIO CÉSAR: «BENFICA ABRAÇOU-ME NA PIOR DOR DO MUNDO»


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Guarda-redes brasileiro recorda como o clube da Luz o ajudou a ultrapassar momento complicado. Júlio César, guarda-redes que saiu do Benfica já no decorrer desta temporada, passou a carreira em revista e falou de alguns dos episódios mais marcantes. Um deles foi a goleada (7-1) sofrida pelo Brasil diante da Alemanha, em pleno Mineirão, durante o Mundial de 2014. O guarda-redes considerou que foi um piores momentos da carreira e agradeceu ao Benfica por lhe ter dado a mão.

"Todos os que tiveram a oportunidade de participar naquele jogo fizeram uma reflexão para melhorar, para aprender algo. O mundo não parou ali, tivemos de encher o peito para seguir em cada dia a caminhada e os projetos, de olhar em frente. Foi quando o Benfica me abraçou", disse, frisando que nessa altura estava a passar pela "pior dor do mundo".

"Não sou hipócrita, os títulos são maravilhosos, mas o mais importante foi ter-me sentido querido. Obviamente não agradei a toda a gente, mas acredito que fui um jogador acarinhado pelos adeptos e isso não tem valor", acrescentou na entrevista à Globo.

http://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/benfica/detalhe/julio-cesar-benfica-abracou-me-na-pior-dor-do-mundo.html

XibinhaSLB

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Re: Júlio César (Flamengo [Brasil])
« Responder #904 em: 20 de Abril de 2018, 23:46 »
JÚLIO CÉSAR: «A SUSANA É O MEU EQUILÍBRIO»


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Futebolista diz que não alcançaria o sucesso que teve sem o apoio da mulher. Júlio César não esqueceu a família na entrevista que dá à Globo, frisando que a mulher Susana Werner foi determinante no sucesso que obteve ao longo da carreira.

"Fui muito cedo para a Europa. Com 24 anos era um jovem atrás de um sonho. A família foi o alicerce para que conquistasse tudo o que conquistei. Quando falo da Susana, não falo no singular, digo 'conquistámos'. Se eu consegui vencer, ela teve um papel fundamental. Ela é o meu equilíbrio. Indo para a Europa tão jovem e solteiro, talvez não tivesse uma carreira tão vitoriosa. A Susana largou a vida dela para ir viver a vida de uma pessoa por quem se apaixonou", refere mostrando-se feliz com a família que construiu.

"Veio o Cautzinho e a Julinha para enriquecer ainda mais a parceria. Estes são os maiores títulos que tenho na vida. A minha família foi responsável por me dar o apoio suficiente para fazer o meu trabalho. São três pessoas que, se vier uma bala de um canhão na direção coloca-me à frente delas".

Recorde-se que, quando Júlio César anunciou a sua transferência para o Flamengo, em janeiro passado, Susana Werner utilizou as redes sociais para desabafar e acabou a chorar de tristeza, lamentando a separação, já que ela continua em Lisboa, onde estudam os dois filhos do casal.

http://www.record.pt/jogo-da-vida/detalhe/julio-cesar-a-susana-e-o-meu-equilibrio.html

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Re: Júlio César (Flamengo [Brasil])
« Responder #905 em: 21 de Abril de 2018, 10:41 »
Um dos nossos!
:gaitan:

XibinhaSLB

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Re: Júlio César (Flamengo [Brasil])
« Responder #906 em: 23 de Abril de 2018, 16:43 »
LUISÃO, JONAS E ATÉ CASILLAS E RUI PATRÍCIO: JÚLIO CÉSAR NÃO ESQUECE NINGUÉM NO ADEUS


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Guarda-redes brasileiro está de volta a Lisboa. Na hora da despedida das balizas, Júlio César defendeu a renovação de contrato de Luisão, que expira no final da época. "É um grande profissional e símbolo do clube. Por mim, renovaria facilmente. Impossível falar do Benfica e não falar de Luisão." Jonas, esse, "é um fenómeno, um jogador de muita qualidade".

Sobraram também elogios para quem defende as balizas de FC Porto e Sporting. "Casillas é, sem dúvida, um grande guarda-redes. Eternizou o seu nome no futebol mundial. Rui Patrício é um grandíssimo guardião e símbolo do desporto em Portugal", sustentou, em declarações ao nosso jornal.

http://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/detalhe/luisao-jonas-e-ate-casillas-e-rui-patricio-julio-cesar-nao-esquece-ninguem-no-adeus.html

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Re: Júlio César (Flamengo [Brasil])
« Responder #907 em: 08 de Junho de 2018, 00:41 »
JÚLIO CÉSAR QUER SCOLARI NO SPORTING... MAS PARA SER SEGUNDO CLASSIFICADO


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Ex-guardião agradado com hipótese mas não esquece Benfica. Júlio César analisou esta quinta-feira o possível ingresso de Luiz Felipe Scolari no Sporting, algo que o antigo guarda-redes do Brasil e do Benfica aprova. "Seria bacano porque ele iria pagar-me mais uns jantares", começou por dizer em tom de brincadeira sobre o selecionador que coincidiu com ele no Mundial'2014, ambos ao serviço do escrete.

O agora ex-futebolista ressalvou, primeiramente, o carinho "incrível" que o técnico vicempeão da Europa por Portugal sente por este país para mais tarde deixar elogios ao técnico num evento organizado pela BetClic. "É uma pessoa que já se sente lusitana, metade portuguesa e metade brasileira. É um treinador que sabe liderar e ser pai do jogador. Sabe exigir nos momentos em que o deve fazer. O Sporting faria uma boa escolha. Se ele vier, teria aqui um amigo. Irei torcer por ele, obviamente, mas o Sporting sempre como vicecampeão e o Benfica como líder. Quero que o Benfica seja sempre campeão e o Sporting fique em segundo", explicou Júlio César à margem de um evento de lançamento do Campeonato do Mundo.

http://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/sporting/detalhe/julio-cesar-quer-scolari-no-sporting-mas-para-ser-segundo-classificado.html

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Re: Júlio César (Flamengo [Brasil])
« Responder #908 em: 08 de Junho de 2018, 00:44 »
JÚLIO CÉSAR: «FATOR PRIMORDIAL PARA FALHAR O PENTA FOI O JOGO COM O FC PORTO»


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Ex-guarda-redes analisa temporada que terminou. Júlio César rescindiu com o Benfica em novembro de 2017 depois de três anos e meio de ligação aos encarnados, um emblema pelo qual continua a nutrir carinho. "É uma instituição que vou levar para o resto da minha vida no fundo do meu coração", vincou o agora ex-guarda-redes.

Em análise à temporada que findou, o antigo titular da baliza das águias sublinhou que a equipa de Rui Vitória não atingiu o pentacampeonato por culpa do desempenho num clássico. "O fator primordial foi o jogo com o FC Porto. O Benfica estava numa posição mais confortável do que o FC Porto e aquele jogo na Luz foi algo que acabou por atrapalhar os planos. Ao longo dos anos, o Benfica dominava o campeonato do início ao fim, inclusive nos tempos em que lá estive. Na última temporada foi diferente com o FC Porto quase sempre à frente do campeonato. O Benfica reverteu isso e todos pensavam que era o momento [no clássico] de ganhar vantagem. Aquele golo a acabar o jogo acabou com tudo o que estava planeado", vincou o guardião que não se coibiu de explicar a saída da equipa a meio da temporada para, mais tarde, acabar a carreira no Flamengo.

"Sempre vi com bons olhos o facto de pensar no grupo, estando a jogar ou não. Chegou um momento em que não estava feliz em relação à minha coluna. Estava a tomar medicamentos fortes para poder treinar e jogar. Achei que não era o momento ideal tomar tantos medicamentos sem jogar. Sempre fui uma pessoa que jogou muito mais durante toda a carreira do que estava a acontecer. O problema deixava-me um pouco depressivo. Foi uma decisão muito difícil", acrescentou Júlio César num evento levado a cabo pela BetClic.

http://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/benfica/detalhe/julio-cesar-fator-primordial-para-falhar-o-penta-foi-o-jogo-com-o-fc-porto.html

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Re: Júlio César (Flamengo [Brasil])
« Responder #909 em: 08 de Junho de 2018, 00:47 »
«TOMAVA MEDICAMENTOS FORTES PARA TREINAR MAS NÃO JOGAVA»




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Finais de novembro de 2017, Júlio César oficializa o adeus antecipado ao Benfica. Meio ano volvido, volta o ex-guarda-redes das águias a explicar o que o motivou a deixar a Luz.

«Cheguei a uma altura em que não era titular, mas isso nunca foi problema para mim, sempre fui jogador de grupo. O problema era a minha coluna. Tomava medicamentos fortes para treinar, mas não jogava. Não estava a somar dentro e fora das quatro linhas. O problema da minha coluna estava a deixar-me depressivo. Estava a ser injusto com o Benfica. Falei com o presidente, mas depois surgiu o Flamengo e acabei por fazer três meses para fechar o livro como queria», recordou, esta quinta-feira, à margem de um evento da Betclic.

Questionado sobre um possível regresso ao Benfica, Júlio César referiu:

«O meu futuro passa por Portugal. Escolhi Lisboa como cidade para morar. O Benfica tem espaço muito importante na minha carreira. Cheguei numa altura muito triste, depois da Copa [Mundial] no Brasil, estava a pensar acabar a carreira. O Benfica deu-me um sorriso.»

https://www.abola.pt/Clubes/Noticias/Ver/734312/40

XibinhaSLB

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Re: Júlio César (Flamengo [Brasil])
« Responder #910 em: 08 de Junho de 2018, 00:47 »
«NÃO É FÁCIL JOGAR NO BENFICA»


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Júlio César identifica em Bruno Varela e Rúben Dias as qualidades necessárias para representar o Benfica, ainda que, aos olhos do brasileiro, não seja fácil jogar de águia ao peito.

«[Varela] É um miúdo muito profissional. Tem qualidade para jogar no Benfica. Mas jogar no Benfica não é fácil, há uma pressão muito grande. Ele tem grande qualidade, só precisa de ter sequência», afirmou o ex-guarda-redes.

Quanto ao central, sublinhou Júlio César que o jovem de 21 anos «é um miúdo com muito talento, se está no Mundial não é por acaso.»

Por falar em Mundial, ficou a previsão: «O Brasil está muito forte, aposto no hexacampeonato.»

«Também aposto em Alemanha, França e Portugal. O Cristiano Ronaldo é excecional, mas o Quaresma e o Rui Patrício também podem fazer a diferença», referiu.

https://www.abola.pt/Clubes/Noticias/Ver/734317/40

SLB_Fanatic

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Re: Júlio César
« Responder #911 em: 25 de Setembro de 2018, 16:36 »
Citação de: goal.com
Julio Cesar sem arrependimentos: 'Quando baterem na sua cara, dê o outro lado'
Nada orgulhoso, ex-goleiro revela ter jogado 'no sacrifico' no fim da carreira e que ajudou a promover Barbieri no Flamengo


Mexe para o lado direto, mexe para o lado esquerdo, mexe mais um pouco para o lado direito, ajeita a coluna e tenta encontrar a melhor postura. Um Julio Cesar constantemente inquieto. Não porque estava incomodado com o rumo da entrevista. Pelo contrário. Assim como fez durante toda a longa e vitoriosa carreira, encarou de frente e respondeu todas as perguntas.

A "dança na cadeira", na verdade, é fruto de uma coluna castigada pelos 21 anos como profissional. Mas não há dor ou crítica que supere tudo o que o agora ex-goleiro já carregou de positivo nas costas: 34 títulos de expressão, idolatrias por onde passou, principalmente no Flamengo e na Inter de Milão, história na seleção brasileira e posto de "melhor goleiro do mundo". 

Aos 39 anos, Julio Cesar ainda procura se acostumar com o termo "ex-jogador". Um ex-jogador que, apesar de ter deixado o lado emocional falar mais alto em determinadas situações, tem orgulho de dizer que "sempre deu a cara a tapa" e, mesmo que pudesse voltar no tempo, "assinava um contrato para fazer tudo igual".

Já deu para se acostumar com a expressão "ex-jogador"?

É engraçado que muita gente ainda me associa como jogador, muita gente não sabe que eu parei [risos]. Às vezes até param e falam: "É o goleiro da seleção". Calma, não sou mais o goleiro da seleção. Já fui. Me chamam também de goleiro do Flamengo. Muitas pessoas falam: "Esse é o goleiro Julio Cesar", e eu logo aviso: "Ex-goleiro Julio Cesar, não sou mais goleiro". É uma coisa que, aos poucos, todos vão se acostumando, mas a verdade é que ainda tem muita gente que acha que estou jogando.

Julgo que você tenha escutado muito a frase "O Julio Cesar nunca foi campeão de uma Copa. Azar da Copa". Concorda um pouco com isso?

Olha, eu nunca ouvi isso... As pessoas sabem o quanto eu gostaria de ter ganhado uma Copa do Mundo, o quanto eu me entreguei durante a minha carreira para alcançar este feito. Foram três Copas, 2006, 2010 e 2014, mas infelizmente o Papai do Céu não me proporcionou a alegria de beijar aquela taça. Outros grandes jogadores também tiveram a oportunidade de ganhar uma Copa, e não ganharam, mas ao mesmo tempo não deixaram de escrever os seus nomes na história do futebol. Acredito que comigo não tenha sido diferente. Nem nos meus melhores sonhos poderia sonhar com tudo aquilo que aconteceu comigo. Foram 21 anos de carreira, 34 títulos, então... Se você lá atrás me desse um contrato dizendo que a minha carreira seria exatamente dessa forma, com esses títulos, assinaria tranquilamente [risos].

Sem nenhuma cláusula?

Ah, uma clausulazinha, de repente, poderia ser a Copa do Mundo [risos]. Mas, mesmo sem ela, assinaria tranquilamente. O futebol me deu muito mais do que eu esperava, e não digo nem na parte financeira, falo da parte profissional, da parte das conquistas. O ápice para um jogador de futebol são as conquistas, né? É quando você adquire prestígio, é quando você pode renegociar um contrato. O título é o selo, é o carimbo mais importante na carreira de um atleta.

Falta alguma pergunta específica ou algo que talvez queira responder de forma diferente sobre o histórico 7 a 1 diante da Alemanha?

As perguntas são sempre as mesmas: "O que aconteceu naquele jogo"?

Te incomoda?

Não, não incomoda. Tenho que conviver com isso. Participei diretamente daquele jogo, era o goleiro da seleção brasileira. Mas acho que não tem outra pergunta relacionada a este espisódio que não tenha sido feita. Tem a pergunta padrão, mas as outras também foram respondidas tranquilamente.

Você tem um lado emotivo muito forte. Isso mais te ajudou ou mais prejudicou, na vida e na carreira também?

Nunca deixei de ser quem eu sou, sempre fui o mais transparente possível. Errei com algumas pessoas? Posso ter errado. Errei com alguns companheiros? Posso ter errado também. Ninguém é perfeito. Mas nunca teve sacanagem, nunca teve trairagem. Minhas decisões sempre foram tomadas pensando no melhor para o grupo, talvez no melhor para um determinado companheiro... Sempre fui eu mesmo. O Julio Cesar da vida profissional também é o mesmo Julio Cesar dentro de casa. Isso, claro, emocionalmente falando. Aprendi que ao longo desses anos o meu lado emocional me prejudicou algumas vezes, sim, mas também me ajudou bastante. Agora, se colocar dois pesos e duas medidas, colocar numa balança, devido a algumas decisões na minha vida fora do futebol, sofri muitos tombos, justamente por colocar a emoção a frente da razão. Os tombos que levei fora do trabalho fizeram de mim um Julio Cesar melhor, um pouco mais maduro, um pouco mais racional, um pouco mais consciente. Os tombos servem para isso, para te fortalecer. Respondendo diretamente a pergunta, profissionalmente falando, o lado emocional me prejudicou, mas também ajudou. Agora, pessoalmente, me prejudicou bem mais [risos]. Muitas decisões que eu tomei no passado, isso na minha vida particular, vejo que deveria ter colocado o lado racional em primeiro lugar.

Não precisamos ter intimidade para notar que você aparenta ter muito mais amigos do que inimigos. Aliás, até acho que nem tenha inimigos...

É, inimigo... Inimigo é uma palavra muito forte. Sinceramente, acredito que não tenha inimigos. Mas, obviamente, também não tenho muitos amigos.

Não tem muitos amigos, é sério?

Porque amizade, hoje... Eu, na minha cabeça, tinha muitos amigos. Na minha cabeça, na verdade, achava que tinha vários amigos [risos]. Mas, na medida que você cresce e passa por experiências na vida, consegue lapidar uma série de situações, e passado um tempo acaba por pensar: "Pô, achava que aquele cara era meu amigo. No fim, não é". Hoje eu tenho um grupo de amigos bem seletivo. Não estou fechado a novas amizades, mas, hoje, por tudo o que aconteceu ao longo da minha vida, para me tornar amigo de alguém, preciso ponderar muitas coisas. Tenho, sim, alguns amigos, amigos fiéis, e sei que posso contar com eles para tudo. Os meus amigos verdadeiros, aqueles que confidencio coisas minhas, consigo contar com uma mão.

Chegou a ter alguma grande decepção no futebol?

Cara, acho que não. Graças a Deus, sempre tive um bom relacionamento com os meus companheiros. Sempre fui muito parceiro, sempre fui muito amigo. Se tive, sinceramente não lembro. Não gosto de falar muito de mim, mas, se eu brigar com você agora, cinco minutos depois vou querer fazer as pazes. Não sou orgulhoso. Já tive problema com alguns jogadores, é verdade, mas resolvia tudo naquele exato momento, e digo isso mesmo quando estava certo. Aprendi uma coisa com a minha mãe, que sempre me disse: "Meu filho, quando baterem na sua a cara, dê o outro lado. Se fizer isso, você vai ser sempre feliz. Nunca vai ter problema na sua vida". Sempre coloquei isso em prática. Quando eu sentia que uma pessoa não havia sido bacana comigo, eu procurava trazer ela para o meu lado. Essa pessoa, então, mudava a ideia que tinha em relação a mim.

No seu auge, nas grandes temporadas na Inter de Milão, você se sentia praticamente "imbatível"?

Olha, não vou dizer "imbatível", até porque a minha posição exige a perfeição, e a perfeição ninguém atinge. Mas me sentia realmente "muito grande", sem dúvida. O gol ficava pequeno. Tinha jogo que, quando entrava em campo, sabia que a minha participação seria muito boa. Acho que todo jogador passa por isso, por essa fase de auge, e de altos e baixos também, então é preciso aproveitar ao máximo. Eu, felizmente, aproveitei bem. Foram sete anos na Inter de Milão, 14 títulos, o que dá uma média de dois títulos por ano. Foi o momento em que o futebol me apresentou ao mundo. A Liga dos Campeões, por exemplo, tem um impacto muito grande, e foi um momento também em que muitas vozes apontavam o Julio Cesar como melhor goleiro do mundo. É muito bacana vivenciar isso. Sem hiprocrisia alguma, isso faz muito bem para o nosso ego, para a nossa vaidade. Pô, um garoto que sai de Duque de Caxias, da Baixada Fluminense, do Rio de Janeiro, e conquista o que eu conquistei... É um motivo de muito orgulho, para mim e para a minha família inteira.

Você, nos últimos anos, sente que foi o prazer de jogar que te manteve na ativa? Digo isso porque fisicamente já não estava bem...

A partir do momento que decidi vir para o Benfica, foi porque já havia um namoro antigo. Depois da fatídica Copa do Mundo no Brasil, eu tinha resolvido parar de jogar. Mais uma vez o meu lado emocional superou o lado racional. Um amigo chegou e disse que eu deveria tirar essa ideia da cabeça, que tinha de continuar jogando, e ressaltou que a minha história era linda. Concordei, mas só concordei se fosse para jogar no Benfica. Meu amigo, então, entrou em contato com o Benfica. O presidente [Luís Filipe Vieira] prontamente me disse para pegar um avião e vir para Lisboa. Cheguei e logo assinei contrato. O Benfica me estendeu a mão e me deu a oportunidade de jogar por prazer. Serei eternamente grato ao Benfica, porque o clube ajudou a tirar da minha cabeça uma ideia que estava fixa, que era parar de jogar em 2014. No Benfica, encontrei novos amigos, novos parceiros de trabalho, vi de perto um clube gigante, onde pude ganhar oito títulos. Era muito prazeroso representar o Benfica. Mas, aí, comecei a sentir algumas situações físicas, com a minha coluna, que, infelizmente, passou a não colaborar mais.

Quando, de fato, notou que não tinha mais condições?

Na verdade, na minha última temporada. Joguei em 2014/15, já em 15/16 acabei sofrendo uma lesão no final do campeonato, o Ederson entrou e, por sinal, foi muito bem, foi ali que ele apareceu de vez. Fiquei na reserva do Ed um ano. O Benfica optou em apostar nele, visto que era um jovem promissor, e fez muito bem. Pouco tempo depois ele foi vendido por uma cifra bem bacana, o que foi importante para o clube. No meu penúltimo ano [de Benfica], eu estava no banco, mas sempre respeitando a decisão do treinador, e curtindo também. Quando o Ed foi vendido, resolvi jogar as minhas últimas cartas, cuidar bem da coluna para poder jogar o ano todo e, quem sabe, pendurar as luvas. Mas não foi isso o que aconteceu, passei por uma série de indisponibilidades por causa da coluna, então aí surgiu a dúvida do clube: "Será que vamos conseguir contar com o Julio?". Acabei também perdendo um pouco do tesão, porque não queria ficar mais naquela de viajar para cima e para baixo e não jogar. Optei pela rescisão, o que para o Benfica seria melhor, e para mim também, porque não estava conseguindo mais me dedicar nos treinos como sempre me dediquei durante toda a minha carreira. Não estava mais somando, já estava prejudicando.

É correto dizer que jogou "no sacrifício" nos últimos meses?

Foi [no sacrifício], cara. E vou falar mais... Depois que deixei o Benfica, na minha cabeça, e vários amigos também disseram isso, eu não deveria encerrar a carreira com uma rescisão contratual. Surgiu, então, o Flamengo. Eu mesmo peguei o telefone e liguei para o clube, expliquei o meu projeto de encerrar a carreira após o Campeonato Carioca. O Rodrigo Caetano [diretor de futebol], pô, foi super bacana comigo, a direção toda do Flamengo. Me deram a oportunidade de viver um Flamengo que eu não tinha vivido lá atrás. Encontrei um novo Flamengo, uma situação completamente diferente, tudo muito profissional, já não era mais aquela coisa amadora. Ali também já estava no sacrifício pra caramba, já ia treinar com medicamento em cima de medicamento, não estava aguentando mais. A ideia era parar logo após o Carioca, acabamos não conquistando o título, mas consegui planejar uma última partida, diante do América Mineiro, no Maracanã. Graças a Deus, deu tudo certo, joguei bem, o Flamengo ganhou, a torcida ficou feliz. O meu final de carreira foi mesmo no sacrifício. Teve vez, aliás, que eu nem ia treinar no campo, isso porque a coluna não deixava.

Soube que você, no Benfica, tinha todo um cuidado especial até mesmo para viajar de ônibus...

Sim, sim... Agora, por exemplo, estamos conversando, mas pode perceber que estou me movimentando a todo instante, a postura é realmente complicada. Não sei se tudo isso foi devido ao meu trabalho, enfim... Tinha vezes, quando estava em crise, que eu não viajava com o grupo, viajava separadamente, numa situação mais confortável, sempre tentando preservar ao máximo a minha coluna. Encontrei profissionais no Benfica que foram excelentes. Se eu consegui chegar até os 38 anos jogando em alto nível, digamos assim, foi porque encontrei uma equipe médica e técnica, e digo também no Flamengo, que foi campeã. Tiveram todo um cuidado comigo. Se não fosse por eles, talvez eu tivesse pendurado as luvas antes.

Você, ao longo da carreira, "carregou nas costas" muitas críticas individuais e também coletivas. Acredita que tudo isso que absorveu veio a agravar, coincidentemente, o problema na coluna?

Olha, depende do ponto de vista de cada um. Tem gente que acredita nesse tipo de coisa... É, pode ser. Sou um cara que realmente se cobra muito e assume muitas coisas, de repente sem a necessidade de assumir, de repente pelo meu lado humano, lado parceiro, lado amigo. Mas não me arrependo de nada, sabe? Acredito que o fato de ter assumido uma posição, principalmente nas horas mais complicadas, me fez ganhar muitos admiradores no mundo do futebol. Penso que olham para mim assim: "Pô, esse cara nunca correu de nenhum tipo de crítica, esse cara sempre enfrentou tudo de frente, sempre deu a cara a tapa". Não me arrependo de nada e faria tudo outra vez. No fundo, acho que as dores na coluna são porque pulei muito mesmo [risos]. Foi muito trabalho de cordinha, isso desde os nove anos. É complicado, muitos goleiros sofrem com esse problema, só que o meu problema é um pouquinho mais complicado.

Por que o Flamengo tem sido tão inconstante?

Por que falam tanto do Flamengo? Não é porque sou Flamengo, é porque o Flamengo é muito grande. A torcida cobra garrar, cobra isso, cobra aquilo, mas isso tudo não falta ao time. É claro que, num torneio de 38 jogos, uma hora você vai deslizar. Não é só Flamengo que desliza. O Flamengo empatou com o Vasco, então um monte de gente começou a falar besteira, mas aí o Internacional perde diante da Chapecoense, o São Paulo empata, dois dos times que estão diretamente brigando pelo título. Não vejo esse reboliço todo, essa coisa toda. Basta o Flamengo tropeçar um pouquinho que... Aí eu já não sei se tem dedo de oposição, que talvez ajude a fortalecer isso na mídia. Eu, sinceramente, não sei. Ainda faltam muitos jogos, faltam muitos pontos para conquistar. Deus queira que o Flamengo ganhe esse Brasileirão, porque quero ver o que essas pessoas vão dizer. Entendeu? Jogar pedra é fácil, tem um monte de gente que joga. Mas é preciso respeitar todo um trabalho que vem sendo feito. O futebol, infelizmente, é resultado.

Acredita que o Flamengo conquiste um título até o fim do ano?

Às vezes você vê um clube que faz as coisas certas, mas que não obtém o resultado. Às vezes tem clube que faz as coisas completamente erradas, mas que chega no fim e acaba como campeão. O que você diz para o torcedor? O torcedor tem todo o direito de cobrar, de ficar insatisfeito, de xingar.... O futebol é paixão, e os jogadores têm de saber lidar com isso também, precisam entender o lado do torcedor. Mas às vezes existem situações que são exageradas. Aí, volto a dizer, não sei se é porque vivemos um ano político, não sei se são coisas de paus mandados. Já vivi períodos no Flamengo, vivi muitos períodos, aliás, de vacas magras e brigava para não ser rebaixado. A gente chegava no aeroporto e encontrava meia dúzia de gato pingado que se dizia Flamengo, mas que não era Flamengo porcaria nenhuma, estava lá para fazer tumulto mesmo, de repente porque a oposição fortalecia aquilo. Tem muita coisa de bastidor do Flamengo que a gente conhece, a verdade é essa. O Flamengo, hoje, tem uma grande equipe, tem elenco capacitado para ganhar a Copa do Brasil e também o Brasileirão. Ainda é muito cedo para ficar batendo.

Consegue separar o torcedor Julio Cesar do agora ex-goleiro Julio Cesar?

Consigo [risos].

O torcedor Julio Cesar confia no trabalho do Maurício Barbieri?

Confio. Eu, aliás, que ajudei a promovê-lo como treinador.

Ajudou como?

Conversando com o presidente, com o vice-presidente. No Brasil, infelizmente, o imediatismo é enorme. É complicado, é diferente da Europa. Estou acostumado ao que acontece aqui fora, foram 14 anos jogando na Europa. Aqui fora o clube respeita o projeto do treinador, respeita a filosofia de trabalho. Às vezes o clube não precisa daquele resultado imediato, enquanto no Brasil é diferente, tudo precisa ser muito imediato. Ele tem um futuro brilhante pela frente, é um cara que sabe lidar com o jogador, fala a linguagem do jogador, o jogador consegue entender o que ele passa. É inteligente, é jovem... Vejo que o Brasil está precisando de treinadores jovens, capacitados e com filosofia de trabalho nova. Eu manteria, não cederia à pressão. Às vezes você pode colocar outro lá que acaba perdendo dois jogos na sequência, e logo vão querer mudar também. É preciso mudar essa cultura no Brasil, essa cultura de imediatismo. É preciso implantar uma cultura mais paciente. É complicado, eu sei [risos].
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Re: Júlio César
« Responder #912 em: 19 de Novembro de 2018, 17:17 »
Júlio César: «É estranho Bruno Varela ser terceira opção»


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Ex-guarda-redes elogia ainda assim Vlachodimos. Júlio César deixou o Benfica há quase um ano para terminar a carreira no Flamengo mas, a residir agora em Portugal, continua a acompanhar o que se passa com o antigo clube e diz não perceber o porquê de Bruno Varela ter passado de titular... para a bancada.

"É estranho ser terceira opção, mas o futebol é momento e escolha. Se o Rui Vitória optou neste momento por outro guarda-redes, temos de respeitar a decisão dele", vincou o ex-guardião, em declarações à Sport TV, deixando elogios ao atual titular, Vlachodimos. "Está a fazer um bom trabalho. O Benfica está bem servido, não só com ele mas também com Svilar, que apesar de ser jovem já demonstrou que tem condições para estar no Benfica, e ainda com o Bruno Varela", sustentou o antigo internacional brasileiro, garantindo não ter, para já, saudades dos relvados, mas apenas das "brincadeiras de balneário". O ‘Imperador’ analisou os últimos tempos, que não foram satisfatórios por parte da equipa de Rui Vitória, ainda que tenha defendido que há tempo para reagir. "O momento está complicado, mas há muita coisa para acontecer até ao fim da temporada. A exigência é sempre muito grande em equipas deste nível. Basta tropeçar duas ou três vezes, que a exigência é enorme", sublinhou.

https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/benfica/detalhe/julio-cesar-e-estranho-bruno-varela-ser-terceira-opcao?ref=Benfica_DestaquesPrincipais

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Re: Júlio César
« Responder #913 em: 03 de Dezembro de 2018, 16:25 »
Júlio César recorda ajuda no pior momento


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Agradecido ao clube da Luz. Júlio César recordou, em declarações à Record TV, a ajuda que o Benfica lhe conferiu no ressurgir da carreira após o Campeonato do Mundo. "Apareceu no meu pior momento no futebol. Fechei o contrato em meia hora. Sem ser hipócrita, o Benfica elevou o meu ego novamente. Voltei a sentir-me importante", vincou o antigo guardião das águias.

https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/benfica/detalhe/julio-cesar-recorda-ajuda-no-pior-momento?ref=Benfica_DestaquesPrincipais

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Re: Júlio César
« Responder #914 em: 24 de Dezembro de 2018, 12:54 »
JÚLIO CÉSAR CATEGÓRICO: «SENTE-SE A AUSÊNCIA DE LUISÃO»


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O guarda-redes brasileiro Júlio César não tem dúvidas que a ausência de Luisão no balneário do Benfica deixou um profundo rombo no plantel, porque a capacidade de liderança e de influência do antigo capitão encarnado era profunda.

«A ausência de Luisão no balneário é uma coisa que se sente. O Luisão é um líder, um comandante, uma pessoa que sabe puxar pelos companheiros. Dou um exemplo do que aconteceu comigo. Quando cheguei ao Benfica, já com muitos títulos, muitos jogos pela seleção brasileira, três mundiais… Olhei para o Luisão a trabalhar no ginásio e falei para mim: “Cara, tenho de ser igual a ele…” O Luisão tem enorme influência nos outros. Aconteceu comigo, mesmo depois de toda a minha carreira, e para os jovens deve acontecer ainda mais», afirmou Júlio César, em entrevista a A BOLA.

https://www.abola.pt/Clubes/Noticias/Ver/765449/40

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Re: Júlio César
« Responder #915 em: 31 de Janeiro de 2019, 15:19 »
Júlio César diz que Lage foi "uma injeção de ânimo" no Benfica


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Antigo guarda-redes acredita que o Benfica pode conquistar o título. O antigo guarda-redes internacional brasileiro Júlio César considerou que o "campeonato só acaba quando entregam o troféu" e está confiante de que o Benfica ultrapasse o FC Porto na Liga NOS.

"Já vimos no futebol acontecerem coisas que eram inimagináveis, e estou confiante que o Benfica consiga ultrapassar o FC Porto e conseguir o título", disse o guarda-redes, que representou as 'águias' entre 2014 e 2017 e conquistou três títulos.

Júlio César falou à margem de uma iniciativa em Lisboa que reuniu figuras públicas ligadas ao Benfica e ao Sporting, a três dias do dérbi no Estádio José Alvalade, na 20.ª jornada da Liga NOS, quando os dois emblemas estão a alguma distância do FC Porto.

O Benfica é segundo classificado, com menos cinco pontos do que os dragões, enquanto o Sporting, que empatou na última jornada em Setúbal (1-1), é quarto, a dez pontos do líder.

"Apesar da distância, o campeonato só acaba quando entregam o troféu. Não tem nada definido, é uma distância realmente considerável, mas futebol é futebol", considerou Júlio César, quando questionado se o dérbi será decisivo para o Benfica.

O antigo guarda-redes, de 39 anos, disse ainda que um dérbi pode trazer uma motivação acrescida e referiu ainda que a recuperação de 2016/17, em que chegou a ter oito pontos de atraso para o Sporting e foi campeão, pode ser um exemplo.

"Pode ser um grande exemplo a ser dado para o grupo. É continuar trabalhando, focado e meter pressão em cima do FC Porto, porque quando se está na frente é complicado manter uma regularidade de pontos para conseguir o campeonato", disse.

A finalizar, o guarda-redes admitiu que a troca de treinador, com a entrada de Bruno Lage, foi "uma injeção de ânimo", que considerou normal, e deixou elogios aos guarda-redes das duas equipas, Renan, que já conhecia, e Vlachodimos, que teve a difícil missão de fazer esquecer Ederson.

"O Renan tive a oportunidade de conhecer em Lisboa, já mostrou as suas qualidades (...). O Odysseas [Vlachodimos] vem crescendo a cada partida, substituir um guarda-redes do quilate do Ederson é complicado e ele está a sair-se muito bem", justificou.

O jogo entre Sporting e Benfica para o campeonato está marcado para domingo, às 17h30, e antecede novo dérbi, na quarta-feira, para a primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, no Estádio da Luz.

https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/benfica/detalhe/julio-cesar-diz-que-lage-foi-uma-injecao-de-animo-no-benfica?ref=Benfica_BucketDestaquesPrincipais

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Re: Júlio César
« Responder #916 em: 16 de Maio de 2019, 00:29 »
Júlio César feliz com 'renascimento' de Samaris: «Sei quanto ele sofreu»


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Guarda-redes fala numa "sensacional recuperação" com Bruno Lage. Apesar de se ter desvinculado do Benfica há ano e meio, Júlio César continua a seguir atentamente a caminhada das águias e é com satisfação que analisa o momento atual do clube da Luz, especialmente depois da troca de treinador, de Rui Vitória para Bruno Lage, a qual levou a uma "sensacional recuperação". Em entrevista à SportTV, o brasileiro de 39 anos mostrou-se também agradado com a 'recuperação' de Samaris, depois de um período apagado por parte do helénico.

"Achei sensacional esta recuperação. A partir do momento em que o Rui Vitória sai, havendo ainda muitos pontos de interrogação, a chegada do Bruno Lage como interino… A surpresa do nosso campeonato foi o Bruno Lage. Foi uma coisa sensacional. O facto de ele apostar nos miúdos e recuperar um Samaris que estava basicamente desacreditado, terminando a época como um dos jogadores mais importantes, é incrível. Fico muito feliz porque tenho uma grande amizade pelo Samaris, é um amigo. Sei quanto ele sofreu neste período de estar fora mas ele é sempre muito profissional, a treinar, e acaba por ser recompensado agora no final da época com tantas boas atuações", considerou o brasileiro, ao programa 'Titulares'.

"Com o Bruno Lage os jogadores sabem o que vão fazer dentro do campo, a troca, o olhar. O João Félix faz triangulações com o Pizzi e Seferovic. É uma coisa que orgulha o adepto benfiquista. Fiquei muito feliz por essa recuperação e agora estão com uma mão na taça", admitiu.

https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/benfica/detalhe/julio-cesar-feliz-com-renascimento-de-samaris-sei-quanto-ele-sofreu?ref=Benfica_BucketDestaquesPrincipais

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Re: Júlio César
« Responder #917 em: 16 de Maio de 2019, 00:30 »
Júlio César: «Vlachodimos deu 10 pontos ao Benfica»


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Antigo guarda-redes das águias deixou ainda elogios a Svilar. Para lá de ter abordado o 'renascimento' de Andreas Samaris e também a recuperação do Benfica na Liga NOS, Júlio César aproveitou a sua passagem pelo programa 'Titulares' da SportTV para falar da situação na baliza do clube da Luz, considerando que Vlachodimos, com as suas atuações, deu 10 pontos às águias. De resto, o brasileiro também elogia Svilar, apesar de admitir que o belga acabou por não responder positivamente nos jogos.
"No pouco tempo que trabalhei com ele, o Svilar tem todas as características para se tornar num grandíssimo guarda-redes. É veloz, é profissional. Tecnicamente era um miúdo que passava muita confiança nos treinos. Nos jogos as coisas não aconteceram tão bem. É muito novo e há muita lenha para queimar. Tem de ficar tranquilo", aconselhou o ex-guarda-redes das águias, de 39 anos.

Já sobre Vlachodimos, Júlio César enalteceu a consistência do grego. "Está a fazer uma época super regular. Falhas todos têm mas acho que a participação dele foi positiva. Esta época, apesar de a equipa fazer muitos golos, o Vlachodimos deu 10 pontos ao Benfica", referiu a propósito do grego, que é o dono da baliza das águias.

Por fim, Júlio César abordou a possibilidade de os encarnados irem de novo ao mercado para adquirir outro guardião. "É uma coisa cultural no clube. Acaba por ser bom porque sabemos que é bom ter concorrência. Quanto mais produtos bons tu tiveres, mais dores de cabeça o treinador vai ter. Depois eles que se virem um contra o outro para ver quem vai jogar (risos)".

https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/benfica/detalhe/julio-cesar-vlachodimos-deu-10-pontos-ao-benfica?ref=Benfica_BucketDestaquesPrincipais

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Re: Júlio César
« Responder #918 em: 28 de Maio de 2019, 00:32 »
Júlio César valida Cillessen


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Guarda-redes holandês agrada ao brasileiro. Júlio César elogiou a época de Vlachodimos e encarou como normal a procura por um novo guarda-redes na Luz, ainda que não conheça o valor de Cillessen. "A vinda desse guarda-redes do Barcelona é uma situação positiva porque aumenta a concorrência. Quanto a Cillessen, não conheço o seu valor, mas se está a caminho do Benfica, deve ter qualidade", disse à margem de um evento publicitário.

https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/benfica/detalhe/julio-cesar-valida-cillessen?ref=Benfica_BucketDestaquesPrincipais

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Re: Júlio César
« Responder #919 em: 27 de Março de 2020, 09:47 »
Citação de: abola.pt
Júlio César: «Vlachodimos pode chegar ao nível dos maiores guarda-redes»

O guarda-redes brasileiro Júlio César respondeu a algumas perguntas para as redes sociais da FIFA, uma delas sobre Odysseas Vlachodimos, guarda-redes do Benfica. Questionado sobre se o grego tem qualidade para chegar ao seu próprio nível, bem como aos de Oblak e Ederson, respondeu afirmativamente.

«Tem mostrado qualidade demais e não tenho dúvidas de que pode, sim, chegar ao nível dos maiores guarda-redes do Benfica nos últimos tempos», assumiu.
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Re: Júlio César
« Responder #920 em: 27 de Março de 2020, 12:04 »
Acho que tem razão, ele tem que melhorar no facto de não agarrar a bola nos cruzamentos, mas pode vir a ser um bom guarda redes. O problema é que se chega a esse nível, seguramente que sai.
Fé é não querer saber a verdade - Friedrich Nietzsche

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Re: Júlio César
« Responder #921 em: 07 de Maio de 2020, 11:28 »
Citação de: abola.pt
«Disse a um amigo que só continuaria a jogar se fosse no Benfica»

O verão de 2014 ficará para sempre marcado na memória de Júlio César… por motivos contrastantes. A 8 de julho, com o guarda-redes na baliza, o Brasil era copiosamente goleado pela Alemanha na final do Mundial. 1-7 foi o resultado do jogo disputado em Belo Horizonte. Desfecho pesado que o levou a ponderar o adeus aos relvados. Porém, a 19 de agosto, o experiente guardião era oficializado como reforço do Benfica.

«Depois da derrota no Mundial-2014 contra a Alemanha passei por um momento difícil a nível emocional. Ponderei retirar-me e cheguei a dizer a um amigo que só continuaria a jogar se fosse para ser no Benfica, pois o ‘namoro’ com o Benfica já era antigo. O presidente Luís Filipe Vieira disse para eu apanhar um avião para negociarmos e demorámos menos de uma hora a chegar a um acordo. E só lhe posso agradecer, porque jogar no Benfica foi incrível», realçou Júlio César, 40 anos, em entrevista à Eleven Sports.

«É um clube com umas infraestruturas ao nível do melhor que há na Europa. O Estádio da Luz é a coisa mais linda que há e as condições no Seixal são fantásticas. No Benfica, um jogador só tem de se preocupar em jogar futebol. Só tenho de agradecer ao presidente e aos maravilhosos adeptos tudo o que vivi num clube em que ganhei oito títulos», salientou.

A primeira época de Júlio César de águia ao peito coincidiu com o último ano de Jorge Jesus no Benfica.

«Eu não conhecia pessoalmente Jorge Jesus antes de trabalhar com ele, ainda que o David Luiz me dissesse que ele era um fenómeno, o melhor treinador com quem tinha trabalhado. E, quando trabalhei com Jesus, descobri um treinador exigente, apaixonado, muito bom taticamente. Com ele fiz a minha melhor época em Portugal», referiu o brasileiro, enaltecendo o trabalho do treinador português no Flamengo:

- E agora estou muito contente por ele estar no clube do qual eu sou adepto. A chegada dele ao Flamengo revolucionou o futebol brasileiro e contribuiu para aproximar, ainda mais, Portugal e o Brasil.
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